sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Raízes


Há surpresas que nos reconfortam. Gestos simples, mas sinceros, e que garantem a existência de sentimentos nos quais já não acreditávamos.
Laços efetivamente fortes se mantêm, ainda que obscurecidos e afrouxados pelo tempo e pela distância. Há que se amadurecer para perceber, e internalizar, que não se trata da recorrência nem da quantidade de manifestações, mas sim da itensidade delas. A singularidade de um gesto, aliada à sua profundidade, o tornam precioso e memorável.
O amadurecimento é fruto de constantes trabalho e esforço. Faz-se sempre necessário crer nas possibilidades e nas pessoas, pois elas nos supreendem mostrando-nos aqueles sentimentos desacreditados.
Profundidade; raízes; solidez. Disso são feitas as relações.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Viver


Como não se curvar? Como não envergar a espinha e, num movimento de desistência aliviada, entregar-se ao esquecimento daquilo que nos sufoca?
Não tenho resposta concreta a essa pergunta, a não ser o involuntário ato de continuar, como sempre foi feito. Certamente não se trata de persistência; é apenas a imobilidade diante do fluxo natural que é a vida.
Vida que nos traz uma multiplicidade de paredes a atravessar, de forma quase caleidoscópica, desconexa e arrebatadora. Viver é atravessar quatro paredes ao mesmo tempo; uma em cada direção.
Em alguns momentos, nos deparamos com seres que nos abrem portas, facilitando-nos o lidar com as paredes. Em outros, tais seres se vão, deixando atrás de si portas fechadas que não mais se abrirão.
Ficam as paredes. Surgindo. Girando. Se aproximando. Nos golpeando. Nos derrubando. Já não há portas.

domingo, 16 de dezembro de 2007

Demorou...


...mas voltei.
Fiquei muito tempo ausente, mas não deixei de pensar que deveria escrever. Apenas sentia que não tinha sobre o que escrever. E continuo não tendo. E o não ter fez-se assunto.
É estranho como as pessoas se impõem obrigações que nem sempre desejam cumprir. Ou não estão prontas para cumpri-las.
Encaixo-me perfeitamente nesta situação.
Tentarei não fazer deste blog uma obrigação a mais. E só agora a minha "ficha caiu". Quero este espaço e dele preciso para exteriorizar o que vai aqui dentro; para cuspir a areia que range nos dentes. Portanto, a ele virei quando tiver necessidade; ou quando dele sentir falta.
Já matei as saudades.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Será a serenidade?

A paz de espírito às vezes chega muito sutilmente e, quando nos damos conta, a angústia e a tristeza já se foram, ainda que temporariamente. E, se pensarmos, na maioria das vezes são coisas muito simples e singelas que conseguem nos devolver a serenidade. Pode ser a quase realização de um desejo, um passo que nos aproxima do objeto de nosso desejo, ou até o mero vislumbrar esse objeto.

Alguns dirão que se o objeto não é nosso por inteiro ou se a realização do desejo não é plena, não terá valido a pena; ou que o "contentar-se com migalhas" não aplaca a fome interior. Sempre haveremos de querer mais. Outros, entretanto, aprendem a viver com tais migalhas e delas tiram a força necessária para sobreviver. Essa talvez não seja realmente uma forma de vida plena, mas ainda assim consegue alimentar a chama para que ela não se apague definitivamente.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

A trilha da semana




Começo de mais uma semana, preguiça, saudade do fim de semana... Mas tudo bem, vamos lá trabalhar e esperar o próximo sábado.
No meu caso, pelo menos, a música é fator importantísssimo para a animação. Minha trilha atual é o CD "Nêga", de Luciana Mello (http://www.lucianamello.com.br/). Boas melodias, boas letras, carisma e voz irresistíveis. Vale conhecer. Té mais.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Agora vai!


Há tempos penso em criar um blog e me aventurar neste novo mundo, que já nem é tão novo assim para a maioria das pessoas. Hoje, terminando um fim de semana de muitas emoções e uma certa vontade de tentar coisas novas, resolvi criar o dito cujo.
Pretendo usar este espaço para trocar idéias, expor minhas opiniões e, principalmente, conhecer o que pensam as pessoas sobre algumas coisas.
Acredito que vá ser uma ótima experiência. Afinal, abrir-se para o novo deve ser parte fundamental da vida dos seres humanos, não acham?